Eleições 2026 • Pesquisa Eleitoral
Pesquisa Futura/Apex: Desaprovação de Lula chega a 52,5% e Flávio Bolsonaro lidera cenários para 2026
Novo levantamento aponta vantagem do senador Flávio Bolsonaro em simulações de primeiro e segundo turno, divergindo de tendências mostradas por outros institutos como Quaest e AtlasIntel.
BRASÍLIA – O cenário político brasileiro para a sucessão presidencial de 2026 recebeu um novo e impactante dado nesta terça-feira (10). Segundo a pesquisa nacional realizada pela Futura/Apex, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um índice de desaprovação de 52,5%. O levantamento, que surge em um momento de intensa articulação entre o Planalto e o Congresso, mostra que a aprovação do mandatário está em 43,4%, enquanto 4% não souberam ou não quiseram responder.
A avaliação direta do governo também reflete um cenário desafiador para a gestão petista. De acordo com os entrevistados, 46% avaliam o governo como "ruim ou péssimo", um número significativamente superior aos 31,3% que o consideram "ótimo ou bom". Outros 20,2% classificam a gestão como "regular", evidenciando um desgaste que parece se cristalizar no eleitorado de centro.
A Divergência entre os Institutos
Um ponto que chama a atenção de analistas políticos é a discrepância entre os números da Futura/Apex e os de outros institutos de renome, como Quaest e AtlasIntel. Enquanto estas últimas têm mostrado o presidente Lula mantendo a liderança na maioria das simulações de primeiro turno — ainda que com margens apertadas —, a Futura/Apex apresenta o petista em uma posição de recuperação ou desvantagem numérica perante o principal nome da oposição no momento: o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Essas variações são comuns em períodos distantes do pleito e podem ser explicadas por metodologias distintas, como o uso de entrevistas telefônicas (caso da Futura) versus entrevistas presenciais ou questionários digitais, que captam diferentes estratos da população.
Simulações de 1º Turno: Flávio Bolsonaro à Frente
Nas simulações de primeiro turno, a força do sobrenome Bolsonaro mostra resiliência. Em quase todos os cenários testados pela Futura/Apex, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula, especialmente quando a direita aparece consolidada em torno de poucos nomes.
| Cenário (Principais Candidatos) | Lula (PT) | Flávio (PL) |
|---|---|---|
| Com Ratinho Jr. (10%) e Zema (3%) | 35,9% | 37,2% |
| Com Ronaldo Caiado (6%) | 35,3% | 35,7% |
| Com Eduardo Leite (5%) | 35,4% | 38,7% |
O único momento em que o presidente Lula assume a dianteira é quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é incluído como um terceiro elemento de peso. Nesse contexto, Lula lidera com 36,7%, seguido por Flávio com 34,2% e Tarcísio com 9,8%. Analistas sugerem que a presença de Tarcísio fragmenta o voto conservador, beneficiando o petista em uma eventual pulverização da direita.
O Alerta do Segundo Turno
Se o primeiro turno mostra equilíbrio, as projeções de segundo turno acendem o sinal vermelho para o Palácio do Planalto. Lula perderia para os três principais adversários testados:
- Contra Flávio Bolsonaro: Lula 42% vs. Flávio 48,2%
- Contra Tarcísio de Freitas: Lula 41,4% vs. Tarcísio 47,4%
- Contra Ratinho Jr.: Lula 42,1% vs. Ratinho 45,2%
Esses números sugerem que o sentimento de "rejeição ao governo" pode ser o fator determinante em uma disputa direta, onde os votos de candidatos de centro e de direita moderada parecem migrar com mais facilidade para o bloco de oposição ao PT.
Metodologia e Confiabilidade
A pesquisa Futura/Apex foi realizada entre os dias 3 e 7 de fevereiro de 2026, utilizando a metodologia de entrevistas telefônicas assistidas por computador (CATI). Foram ouvidos 2 mil eleitores em todo o Brasil. O índice de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02276/2026.
Com o avanço do ano e a proximidade das definições partidárias, a tendência é que a polarização se acentue. O governo Lula, por sua vez, foca na agenda econômica e em entregas sociais para tentar reverter a curva de desaprovação antes que o calendário eleitoral de 2026 entre em sua fase definitiva.

